Pular para o conteúdo principal

Fotografias da Agro Fabril Mercantil e Angiquinho no acervo do Arquivo Público Mineiro.

No mês alusivo a memória do assassinato de Delmiro Gouveia, o blog apresenta fotografias que estão sob guarda do Arquivo Público Mineiro. São oito imagens da fábrica de linhas e da Usina Angiquinho do industrial Delmiro Gouveia, pouco conhecidas.

As imagens fazem parte do acervo iconográfico de 1027 fotografias do Fundo1 Arthur da Silva Bernardes2 que estão sob guarda do Arquivo Público Mineiro.

 Vista externa da fábrica de linhas | Acervo: APM.


Interior da fábrica, operários posam para a foto | Acervo: APM.
Interior da fábrica, outro ângulo interno  | Acervo: APM.
Interior da fábrica | Acervo: APM.
 Interior da fábrica | Acervo: APM.
Interior da fábrica | Acervo: APM.
As fotografias até parecem cenas da Revolução Industrial inglesa ou do filme Tempos Modernos de Charlie Chaplin, onde operários homens, mulheres e até crianças dividem as atribuições, mas trata-se do sertão alagoano! O mais moderno maquinário europeu estava em operação.
As fichas técnicas das fotografias não informam autoria nem datas, mas se o distinto senhor de roupas claras à direita da imagem acima for Delmiro Gouveia, podemos situar as fotografias em algum momento da década de 1910.
Usina Hidrelétrica de Angiquinho | Acervo: APM.
Usina Hidrelétrica de Angiquinho | Acervo: APM.
Das Cachoeiras de Paulo Afonso eram captadas a água e a energia que chegavam a Vila Operária da Pedra e moviam as máquinas da fábrica de linhas.
A iconografia relacionada ao industrial Delmiro Gouveia está espalhada em diversos acervos já conhecidos como da Fundação Joaquim Nabuco, Fundação Delmiro Gouveia (fechada), Museu Regional Delmiro Gouveia (sem inventário conhecido), USP e acervos particulares diversos. A ocorrência dessas fotos no APM eram até pouco tempo desconhecidas e estarem associadas ao arquivo pessoal de um ex-presidente da república, que governou quase contemporaneamente a era Delmiro Gouveia, revelam a importância que seus empreendimentos tinham para o período.

(1) Conjunto de documentos de uma mesma proveniência.
(2) Político mineiro. Foi Deputado Estadual, Federal, Governador de Minas Gerais (1918-1922) e Presidente da República entre (1922-1926). 

Para conferir essas e outras imagens acesse o sítio do Arquivo Público Mineiro:
http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/


Viu primeiro aqui? Para referências, use:
VIEIRA, Felipe. Fotografias da Agro Fabril Mercantil e Angiquinho no acervo do Arquivo Público Mineiro. Disponível em https://bloghistoriasertao.blogspot.com. Acesso em: dia, mês e ano.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A fuga da família Vieira Lins para Piranhas/AL, no contexto da Revolução do Equador em 1824 - [PARTE 1]

Série: História piranhense [Texto atualizado em 05/11/2025 às 00h33] Imagem 1: Cansanção de Sinimbu em 1878. Foto Alberto Henschel . “ Sou monarquista, morrerei monarquista, mas nunca conspirei contra a República (…)” 1 O então Senador e Ministro da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, João Lins Vieira Cansanção de Sinimbu, mais conhecido como Cansanção de Sinimbu - ainda não era Visconde - título que receberia somente no final de sua carreira política por decreto de 16 de maio de  1888 2 pelo governo imperial pelos relevantes serviços prestados 3 , assinaria em 1878 dois decretos que seriam um divisor de águas para a História de Piranhas e do sertão do São Francisco: o decreto nº 6918 de 01 de junho que abriu crédito extraordinário para construção da Estrada de Ferro Paulo Afonso e o decreto nº 6941 de 19 de junho que autorizava os estudos definitivos da mesma ferrovia. Sua construção durou cinco anos, entre 1878 e 1883 e ligava as cidades de Piranhas/AL a antiga...

Nasce "Piranhas Alagoas: Porto de Histórias", um dos livros mais esperados pelos piranhenses.

Jairo Luiz Oliveira. Foto: Felipe Vieira. Julho, 2025. Atualizado em 10/08/2025 às 22h10 Jairo Luiz Oliveira lançou no último dia 25 de julho de 2025, no antigo Clube Pajuçara, na cidade de Piranhas, o livro Piranhas Alagoas: Porto de Histórias . A obra é fruto de dezoito anos de pesquisa que se iniciou ainda no curso de Barechel em Turismo em 2007 durante sua monografia. O autor que é natural de Propriá/SE, mas é radicado em Piranhas/AL é turismólogo, consultor em turismo, instrutor de turismo e guia de turismo. Já ocupou os cargos de Diretor de Turismo e Secretário Municipal de Cultura e Turismo em Piranhas em duas oportunidades. É membro da SBEC – Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço e membro efetivo da Academia Piranhense de Letras e Artes – APLA. Jairo se notabilizou pelas pesquisas e consultorias no tema Cangaço, recentemente foi um dos consultores do tema para série Maria e o Cangaço de produção da Disney+. Em 1998, atuou como coordenador do I Seminário Regional sobre Hi...

A rede de dormir

A rede de dormir figura entre as mais antigas invenções da cultura material dos povos originários da América tropical, especialmente de grupos pertencentes aos troncos culturais aruaque e caribe, que habitavam extensas regiões da Amazônia e do litoral sul-americano antes da chegada dos europeus. Criada para atender às condições ambientais das florestas tropicais, tornou-se instrumento de repouso e proteção. Os primeiros exemplares eram produzidos com fibras vegetais, como cipós, lianas e fibras de palmeiras. Posteriormente passaram a ser produzidos também com algodão fiado, material abundante em diversas regiões da América do Sul. Suspensa entre árvores ou esteios das habitações, a rede permitia dormir afastado do solo úmido, protegendo o corpo contra insetos, animais rasteiros e a umidade do chão. Sua leveza facilitava o transporte durante deslocamentos pelas matas e rios. O primeiro registro escrito da rede no Brasil aparece na Carta de Pero Vaz de Caminha, datada de 27 de abril de 1...