Pular para o conteúdo principal

Postagens

Em destaque

O patrimônio ferroviário esquecido da Estrada de Ferro Paulo Afonso: o cais e o guindaste da Petrolândia submersa.

Série: Memórias da Estrada de Ferro Paulo Afonso O objetivo dessa série de artigos, está sendo trazer ao público entusiasta da história da Estrada de Ferro Paulo Afonso, novas descobertas, afinal de contas, a História está sempre em movimento e nos presenteando com novas fontes de pesquisa. Revelaremos nesse texto, como dois elementos sumiram da paisagem e da memória petrolandense: o cais e seu guindaste.  A origem da empreita do cais e o "sumiço" do guindaste, foram esquecidos por mais de um século no pó dos livros, nas páginas dos jornais e nos frames das fotografias. Cruzando essas fontes, descobrimos não só quem o construiu e seu objetivo, mas também, a atual localização do guindaste!  1. TRÊS CIDADES, UMA HISTÓRIA? A história da antiga e submersa Petrolândia é rica e cheia de transformações, principalmente no que se refere as mudanças toponímicas e o pós construção pela CHESF, da Usina Hidrelétrica de Itaparica, depois rebatizada de Luiz Gonzaga. Com o enchimento do lag...
Postagens recentes

A rede de dormir

A rede de dormir figura entre as mais antigas invenções da cultura material dos povos originários da América tropical, especialmente de grupos pertencentes aos troncos culturais aruaque e caribe, que habitavam extensas regiões da Amazônia e do litoral sul-americano antes da chegada dos europeus. Criada para atender às condições ambientais das florestas tropicais, tornou-se instrumento de repouso e proteção. Os primeiros exemplares eram produzidos com fibras vegetais, como cipós, lianas e fibras de palmeiras. Posteriormente passaram a ser produzidos também com algodão fiado, material abundante em diversas regiões da América do Sul. Suspensa entre árvores ou esteios das habitações, a rede permitia dormir afastado do solo úmido, protegendo o corpo contra insetos, animais rasteiros e a umidade do chão. Sua leveza facilitava o transporte durante deslocamentos pelas matas e rios. O primeiro registro escrito da rede no Brasil aparece na Carta de Pero Vaz de Caminha, datada de 27 de abril de 1...

A fuga da família Vieira Lins para Piranhas/AL, no contexto da Revolução do Equador em 1824 - [PARTE 1]

Série: História piranhense [Texto atualizado em 05/11/2025 às 00h33] Imagem 1: Cansanção de Sinimbu em 1878. Foto Alberto Henschel . “ Sou monarquista, morrerei monarquista, mas nunca conspirei contra a República (…)” 1 O então Senador e Ministro da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, João Lins Vieira Cansanção de Sinimbu, mais conhecido como Cansanção de Sinimbu - ainda não era Visconde - título que receberia somente no final de sua carreira política por decreto de 16 de maio de  1888 2 pelo governo imperial pelos relevantes serviços prestados 3 , assinaria em 1878 dois decretos que seriam um divisor de águas para a História de Piranhas e do sertão do São Francisco: o decreto nº 6918 de 01 de junho que abriu crédito extraordinário para construção da Estrada de Ferro Paulo Afonso e o decreto nº 6941 de 19 de junho que autorizava os estudos definitivos da mesma ferrovia. Sua construção durou cinco anos, entre 1878 e 1883 e ligava as cidades de Piranhas/AL a antiga...